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As proteínas na fase de treino
As proteínas na fase de treino

 

O consumo de proteína, combinado com o exercício físico regular, desempenha um papel fundamental no desenvolvimento de massa muscular.





Proteínas, as construtoras do organismo

 

As proteínas desempenham um papel fundamental em muitas das funções vitais:

 
 
- papel estrutural: é o papel mais conhecido, em que as proteínas são usadas na construção, reparação e manutenção da massa magra (músculo). 40% do peso corporal é representado pelos músculos e as proteínas constituem 40% dos músculos.
 
- papel funcional, em que as proteínas fazem parte da constituição de:
 
• imunoglobulinas, que desempenham um papel indispensável no mecanismo de defesa imunitária;
• enzimas que permitem a realização de reacções químicas no corpo;
• transporte de moléculas no sangue.
 
Assim, as proteínas são moléculas altamente activas, que fazem parte da imunidade, digestão, transporte de oxigénio, transmissão de impulsos nervosos, etc.
 
- Papel energético: as proteínas são macronutrientes, assim como os lípidos e os hidratos de carbono. Fornecem energia ao corpo, mas apenas 4 kcal/g. E este é um papel secundário porque, em média, apenas 3% da energia utilizada pelos músculos provém das proteínas.




Exigências proteicas durante o período de treino

 

 

Numa refeição padrão, as proteínas representam 12-15% da ingestão energética diária. A proteína é o principal constituinte do músculo e, por isso, o desportista tem necessidades proteicas superiores às normais - 15% da ingestão energética diária deve ser de 1,5-1,8 g de peso corporal/kg/dia.
 
Por exemplo, para uma pessoa de 70 kg, a ingestão diária de proteína deve situar-se entre 105 e 126 g.
 
Se o desportista estiver numa fase de reforço muscular intenso, as exigências proteicas são mais elevadas - 1,8 a 2g/kg de peso corporal/dia.




As diferentes fontes proteicas na alimentação

 

 

- Proteínas de origem animal
Carne de vaca, porco e de aves, ovos, peixe, frutos do mar, lacticínios ...
Estes alimentos contêm entre 3,2% (leite) e 20% (peixe) de proteína, fornecendo todos os aminoácidos essenciais. No entanto, é preciso ter em atenção que também têm um alto teor de gordura (10-20%), colesterol e ácidos gordos saturados.
Poucos dias antes da competição, devem escolher carnes magras. Mas, regra geral, não convém abusar de carnes gordas (costeleta, entrecosto, bacon), enchidos e ovos.
Já o peixe é uma excepção. Mesmo sendo gordo, contém ácidos gordos protectores e ácidos gordos insaturados, incluindo Omega-3.
 
- Proteínas de origem vegetal
Soja, grãos (trigo, milho, centeio...), leguminosas (lentilhas, grão de bico, ervilhas, feijão ...), batata.
A qualidade da proteína nestes alimentos é variável, porque não contêm todos os aminoácidos essenciais, com excepção da soja.
O vegetarianismo é importante para desportistas (especialmente corredores), mas é preciso ter atenção às deficiências de ferro e aminoácidos, por isso, é fundamental combinar as diferentes fontes proteicas (cereais + leguminosas) para preencher as lacunas de aminoácidos que possam existir.




Exemplo de um pequeno-almoço para um treino às 11h00

 

Uma bebida quente (café ou chá fraco)

100g de pão com manteiga - cerca de 1/3 de uma baguete (= 6,6g de proteína)
+/- mel ou geleia
um queijo branco a 20% (= 8,3g de proteína) ou um iogurte (= 5,5g de proteína)
Uma fruta ou uma compota ou um sumo de frutas




Exemplo de um almoço para um treino às 16h00

 

Uma porção de vegetais crus temperados com um molho vinagrete leve
100g de carne branca ou peixe grelhado (= 21g de proteína)
100g de amido (massas, arroz, semolina) (= 10g de proteína)
100g de legumes cozidos (abóbora, brócolos, feijão verde, cenoura ...) + 1 colher de sopa de azeite
Um produto lácteo (iogurte ou queijo) (g=5,5-8,3g de proteína)
1 fruta fresca ou uma compota